Wednesday, July 17, 2019
Energias
1. A polaridade
(masculino/feminino, positivo/negativo, Yang e Yin, sol e lua) existe
dentro de cada ser. Em cada indivíduo, homem ou mulher, existem
ambas, em proporções particulares. Nalgumas mulheres a energia
masculina é preponderante, tal como nalguns homens é preponderante
a energia feminina.
2. Nas relações entre
dois seres, desde as mais fortuitas às mais íntimas (do mesmo sexo
ou de sexo diferente) sempre se cria uma atmosfera energética
particular e única. Certas combinações geram atração, outras
repulsão (talvez algumas possam ser neutras).
O confronto é sempre
entre 4 energias (duas masculinas e duas femininas). O “casamento”
perfeito seria a complementaridade e compatibilidade das 4 energias.
O que creio ser raro.
3. No domínio das
relações humanas em geral, todos percebem facilmente aqueles que
os atraem e aqueles que os afastam (talvez em alguns casos, nem atração
nem repulsão ocorram, por ser fraca ou nula a intensidade
energética da atmosfera gerada entre ambos). Tudo isso é
absolutamente natural (e bom).
4. No domínio das relações afetivas, tudo se passa de igual forma, porém em níveis mais elevados de intensidade (amizade, amor, ódio).
5. Nas relações que envolvem a sexualidade, da mesma forma ocorrem desde combinações altamente favoráveis e mutuamente satisfatórias até pouco satisfatórias, ou satisfatórias apenas para um dos elementos (quando a vontade de um não conta, ou, ainda que haja consentimento, seja baixo o nível de excitação de um dos parceiros amorosos).
6. A sexualidade como fonte de prazer(res) permite uma diversidade quase infinita de formas, desde o prazer solitário às orgias de grupo, passando por sexo entre pessoas do mesmo sexo. Tudo isso é natural e bom (exceto os casos de violação da vontade de um dos parceiros, altamente reprovável (abuso sexual, violações ou pedofilia, onde a vontade não tem ainda maturidade para se expressar livremente ou o sexo em público, por ferir o sentimento geral de pudor).
7. Por razões de conveniência das sociedades, todas favoreceram e favorecem as relações entre pessoas de sexo diferente – que naturalmente propiciam a reprodução e a sobrevivência e mesmo expansão dos grupos humanos, fator intuitivo de sobrevivência individual e grupal.
8. Já as relações homossexuais, por visarem apenas o prazer dos intervenientes (sem aparente vantagem para a sociedade), foram e ainda são quase sempre reprimidas e por vezes fortemente punidas.
9. A libido é um aspeto muito importante da energia vital. Sem ela a humanidade não existiria. Mas a sua função reprodutora não deve fazer esquecer a sua também fundamental função de fonte privilegiada de prazer(res).
10. Sendo o nosso corpo simultaneamente capaz de nos propiciar inumeráveis dores e sofrimentos (falando apenas dos sofrimentos físicos) mas também alguns excelentes prazeres, é péssimo descartar prazeres inofensivos (somente para não desagradar à sociedade), ficando na mesma à mercê das dores que nos couber sofrer.
11. Modernamente, com a sobrepopulação mundial e a desnecessidade (diria mesmo inconveniência) de níveis tão intensos de reprodução humana, esta função da libido perdeu fôlego em muitos países e as relações homossexuais (função de fonte de prazeres) são aceites como nunca antes foram, havendo já vários países incluindo Portugal, onde é legal o casamento entre pessoas do mesmo sexo. E bem.