Thursday, July 05, 2018

 

Aprender até (a) morrer




Desde cedo, por bem, os que nos querem bem, fazem questão de nos mudar, modelar, podar. Chamam-lhe modos, boas maneiras, educação, etc. Família, amigos, vizinhos, depois as escolas e gente no geral. E os media e as redes sociais, claro.

Quase ninguém interage connosco que não queira deixar uma marquinha, pequena ou grande, na nossa pessoa, na nossa maneira de pensar, ser, estar ou até vestir ou comportar.

Entretanto vamos acumulando uma quantidade crescente de informação e ideias, gerando um acervo que ao longo da vida vai sempre aumentando. Nele, não sabemos nunca distinguir o que é nosso (quase nada) do que foi plantado por outros (quase tudo).

O que achamos ser o “nosso” pensamento não passa de permanente reciclagem desse imenso material alheio, simultaneamente útil (para os quesitos quotidianos) e um estorvo (para a alma).

A espontaneidade vai-se perdendo e a simplicidade perde-se de vista.

Ora, a alma é simples. Deus é simples. Um pontinho supremo, no alto de uma pirâmide que vai do complexo e grosseiro até ao subtil, fronteira do sagrado.

Se existe um caminho para a alma retomar a direção certa, esse não é o intelecto e sim o que chamamos coração. Somente o amor – amor e gentileza perante tudo o que nos chega próximo, pessoas, animais, plantas, até objetos. Tudo ajuda a treinar a alma para a atitude adequada a prepará-la para ir à presença de Deus, quando chegar a hora. Deus é simples, o amor é simples. Até a vida pode ser simples se a encararmos com simplicidade e atitude amorosa.



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