Saturday, May 16, 2015
Desligar o ego
Durante o
processo de crescimento, sobretudo, mas sempre, ao longo da vida,
vamos criando uma carapaça composta por modos de ser e reagir à
vida e aos outros, que se por um lado nos facilitam a vida e defendem
através do nosso percurso vital, também nos perturbam a visão de
nós mesmos, de quem realmente somos e como somos.
Essa
carapaça social (conjunto de máscaras) é o ego. Útil, mas nem
sempre. Quando estamos sós, deveríamos poder (saber) despir essa
carapaça e ser simplesmente nós mesmos, sem máscara alguma.
Tenho vindo
a perceber ultimamente, por experiência própria, que posso desligar
o ego e lidar com os outros desarmado, sem medo de ver o que (me)
acontece.
E sabendo
embora que posso ser fisicamente atingido, ferido ou mesmo morto por
ação alheia (tal como pela natureza), percebi que aquele que
verdadeiramente sou, com o ego desligado, é inatingível. Nada pode
ferir ou destruir esse eu que, caso estivesse ligado, poderia ser
melindrado, por pequenas ou grandes ações, omissões ou palavras
alheias. Desligado, faz-me imune ao mal (moral) que poderiam
fazer-me.