Saturday, April 18, 2015
Sonho e realidade
O
meu pai morreu há um ano. Esta noite sonhei com ele. Uma pequena
aventura entre Jungeiros e Beja, em velhas camionetas e uma
camaradagem semelhante à que sempre tivémos.
Sendo
que aqui era eu e não ele, como dantes, conduzir a ação.
As
aventuras eram, como frequentemente acontece nos sonhos,
surrealistas, mas no conjunto, ambos nos saímos bem.
O
mais surrealista de tudo, foi o facto de, nem por um momento, eu
suspeitar que estava a sonhar. Acreditei piamente na história
onírica que a minha mente ia fabricando.
Sempre
me admirei com esta nossa profunda capacidade de acreditar, mesmo em
algo improvável (como costuma ser o ambiente e histórias dos
sonhos).
Será
que, acordados, também padecemos, embora em menor grau, dessa
credulidade entranhada? E dela se aproveitam os outros e a sociedade
para obter e fazer de nós tudo o que lhes convem, mesmo que não
convenha a nós?