Friday, May 16, 2014
A doença mental oculta
A
sociedade produz muita gente mentalmente doente, em maior ou menor
grau.
Os
doentes mentais graves são percebidos como tal pelas pessoas comuns.
Uns revelam perigosidade social ou agressividade, outros não.
Certos
doentes mentais graves são apenas diagnosticados pelos médicos e,
se tratados, podem levar uma vida comum e passar por gente normal.
Os
doentes mentais graves mais perigosos são os que nem as pessoas
comuns nem os médicos conseguem identificar.
São
pessoas tão normais nos comportamentos sociais, por vezes muito bem
sucedidas social, económica, profissional ou politicamente, que são
vistos como fortes, vencedores.
Admirados
ou temidos, a ninguém lembraria que pudessem sofrer de paranóia
extrema.
De
resto são inteligentes, organizados e ativos em grau acima da média.
Multiplicam-se em atividades com frequentes bons resultados.
Por
vezes, quem os conhece na intimidade do lar ou da profissão, se
prestar atenção, estranha e choca-se com certos comportamentos, por
revelarem frieza, perversão, crueldade ou maldade acima do normal.
Mas
mesmo estas pessoas se indignariam se lhes dissessemos que estão
perante um caso de loucura grave, não diagnosticada.
Grandes
lideres políticos e religiosos da história humana foram doentes
mentais graves desta espécie – doença mental grave oculta.
Nos
livros de história são colocados, quando muito, ao lado dos
criminosos quando deveriam figurar na galeria dos líderes loucos (os
declaradamente loucos, que infelizmente também não faltaram).
Exemplos
grandes: Hitler, Goering, Himmler, Stalin, Mao, Pol-Pot...
E
se modernamente os declaradamente loucos hoje serão raros os que
podem causar grandes males, os ocultamente loucos continuam a
proliferar, na política, nas empresas, nos organismos públicos, nas
escolas, tribunais, lares de idosos, hospitais, por toda a parte
fazendo das pequenas vidas da gente comum pequenos infernos ou apenas
tornando mais agreste o quotidiano dos que tem o azar de se cruzar com
eles.