Monday, April 21, 2014
25 de abril, Dia da Liberdade
Por mais que a queiram prender
Acenando com o medo,
Liberdade é sempre um bem,
P'ra ser livre nunca é cedo.
Liberdade
Tem raízes
na nossa natureza animal e desabrocha na nossa mente como uma
necessidade vital.
Qualquer ser
vivo, se o prenderem, fica obcecado só com isto: recuperar a sua
liberdade.
Por isso, um
dos castigos que os homens impuseram uns aos outros sempre foi
retirar-lhes a liberdade – a pena de prisão continua muito popular
no mundo.
Tal como o
oxigénio, só se sente a sua falta, verdadeiramente, quando
escasseia.
Os políticos
de todos os tempos têm entusiasmado os povos com promessas de
liberdade. Acontece que o exercício do poder é contrário à
liberdade, por natureza. E o político que promete liberdade, quando
tiver o poder, não dará mais liberdade, mas menos. Inventará novas
formas de cercear as liberdades, mesmo que continue a fazer o
discurso libertário, que não passará de retórica.
Ninguém
pode ser realmente livre, dada a nossa condição de seres dominados
por necessidades sempre renovadas e obrigados a lutar contra
circunstâncias que nos ultrapassam.
Mas alguma
liberdade podia ser respeitada a cada um pelas instituições
políticas, com o Estado à cabeça. Infelizmente não é assim: O
controle é cada vez maior, facilitado pelos meios
informáticos e as telecomunicações.
O cidadão
moderno é cada vez menos livre e isso vai agravar-se, dada a
natureza do Estado (avidez insaciável pelo controle do cidadão) e
os meios cada vez mais poderosos de que dispõe.
Mesmo assim,
é sempre simpático comemorar o Dia da Liberdade – o 25 de Abril.
Comemoremos,
não o bem que temos, mas o bem que desejamos.
Viva a
liberdade!
Quem
assistiu à Revolução dos Cravos (25 de abril de 1974) jamais
esquecerá a bebedeira de liberdade que o povo então viveu. A
alegria indescritível e o entusiasmo daqueles meses por um presente
intenso e a promessa de um futuro melhor serão sempre recordados com
uma funda emoção. Sou um desses felizardos (tinha 13 anos).
