Monday, February 24, 2014

 

Inquisição



Desde cedo tive perante a ICAR (Igreja Católica Apostólica Romana) e os seus ritos, uma desconfiança visceral, cuja causa se manteve oculta.
Crescido num ambiente social onde a ICAR teve uma presença pouco significativa, acabei por manter-me razoavelmente independente de pensamento.
Mais tarde, surpreendido e curioso pela existência histórica e atividades do Santo Ofício, procurei e li tudo o que fui encontrando sobre a sinistra instituição.
Só recentemente encontrei e estou a ler o manual mais completo e bem escrito sobre o assunto: História da Inquisição, de Iossif Grigulevitch.
Ajuda-me a juntar muitas peças soltas do meu conhecimento da história europeia e portuguesa, a compreender melhor a presença ainda tão forte da ICAR no mundo moderno e sobretudo as causas secretas dos modos de ser e de pensar da civilização ocidental.
Uma história arrepiante, a da Inquisição. De uma natureza verdadeiramente demoníaca, ao extremo, esta criação da ICAR, supostamente a mentora da palavra divina e disseminadora do amor e do bem entre os homens. Dificilmente se encontraria exemplo maior de contradição absoluta entre palavras e atos.
Um livre pensador como eu teria sido certamente uma vítima fácil da Inquisição, caso tivesse vivido naqueles tempos. Daí talvez a rejeição instintiva que sempre tive perante a ICAR - o temor e a defesa perante o meu predador natural (como o rato relativamente ao gato e este em relação ao cão).

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