Wednesday, August 15, 2012
Leis
Estive a ler a nova Lei do Arrendamento Urbano, que introduz substanciais alterações a estes contratos.
Este texto legal enquadra-se no modo de produção legislativa em voga, de tornar ainda mais complexo o que já é impossível de manusear pelo cidadão comum.
Nunca comprendi e menos ainda posso aceitar que as leis destinadas ao cidadão comum, de quem se espera acatamento, lhe sejam completamente incompreensíveis.
Para mim, uma lei só é legítima se puder ser entendida pelos seus destinatários com capacidades medianas de entendimento.
A enorme maioria das leis não passa neste critério e por isso faz bem o cidadão comum em ignorá-las soberanamente, embora lhes tenha de sofrer as consequências.
As leis são uma das mais fortes redes de compressão e repressão que a sociedade e o Estado usam e abusam para conter, dominar, manipular o indivíduo. Onde a regra devia ser a liberdade e a excepão o seu constrangimento, imperam infinitos constrangimentos, que reduzem a liberdade a nada mais que uma palavra bonita que evoca algo de primordial, enterrado e para sempre perdido. Nenhuma liberdade pode restar para este a não ser que vote ao mais ABSOLUTO DESPREZO todo esse edifício de regras incompreensíveis que só servem para o tramar.