Monday, July 02, 2012

 

Do espírito





Do ponto de vista espiritual, cada um pode percorrer, subindo ou descendo, uma escala de perfeição que vai do subanimal à santidade. Podemos sempre mudar a direção da nossa progressão (ou regressão).



No patamar inferior, o nível subanimal, sem fundo porque abaixo não existe nenhum outro, um ser humano consegue ser verdadeiramente desumano, dotado de uma crueldade e prazer no mal que é desconhecido mesmo pela mente animal mais rude.



No nível seguinte, o espírito chega ao nível humano mais comum e básico – o nível egoísta. Aqui, o interesse próprio está sempre ou quase sempre em primeiro lugar, se conflituar com interesses alheios, humanos ou animais.



Subindo um pouco é possível atingir o nível da compreensão. Compreende-se o outro na sua diversidade, podendo ter-se consideração pelos seus interesses e tolerância pela diferença.



O nível acima é o da aceitação. Aceitar-se e aceitar os outros e ao mundo, na sua imperfeição aparente: É já um estádio de evolução espiritual elevado.



Acima, pode o espírito atingir o nível da compaixão. Inclui uma visão de amor difuso mas sempre disponível para particularizar, por todos os seres vivos, aparentemente condenados à morte e à insignificância.



Por fim a santidade. Aqui o espírito crê profundamente que tudo é maravilhosamente sagrado e fará certamente sentido (mesmo o sofrimento e a morte de inocentes, humanos e animais) num plano geral da criação, perfeito e bom, cuja compreensão escapa à razão mas é acessível ao coração.



Todo o ser humano pode progredir ou regredir nessa escala de perfeição espiritual.

Nenhum progresso ou retrocesso é definitivo. Mas é mais fácil descer do que subir. Como quase sempre acontece.



Depende um pouco de cada um e das suas escolhas a leveza que o ajuda a subir ou o peso que assume carregar e o força a descer. Mas depende sobretudo da sua circunstância. A mesma circustância, porém, ajuda uns a subir e outros a descer. Não se pode saber de antemão como cada um vai reagir à sua circunstância. Viver revela-nos.


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