Wednesday, March 09, 2011

 

Salazar


Devo à Providência a graça de ser pobre
António de Oliveira Salazar


Sendo um adepto ferrenho da liberdade, encaro mal as ditaduras e os ditadores.

Encaro a liberdade como tão essencial à saúde do espírito como o ar puro à saúde do corpo.

Mas, sendo a política uma “guerra sem derramamento de sangue” (Mao tse Tung) pode ser para um povo mais vantajoso ter um grande chefe que saiba ditar que um bando de oportunistas e mentirosos, especializados em facilitar o saque dos recursos do Estado, com desprezo e enfado pela miséria e o desespero dos que nada têm e nada podem.

Uma sociedade decente não precisa de ser rica. Uma sociedade rica não é necessariamente decente (não o é se desrespeitar os valores humanos essenciais e a dignidade de cada cidadão, que está ligada pela base às condições mínimas de existência).

Da mesma forma, um homem não precisa de ser rico para ser decente.
E um homem rico não é necessariamente decente.

Salazar veio do povo. Foi pobre.
Foi um homem decente, um grande chefe político e um sábio.
É muito raro poder encontrar essas três qualidades reunidas no mesmo homem.

Não gosto de ditaduras porque amo a liberdade.
Isso não me impede de admirar “o nosso” ditador.

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