Thursday, December 16, 2010
Ser advogado
Ser advogado não foi escolha determinada por vocação. Foi mera estratégia de sobrevivência de quem cedo percebeu não ter vocação nenhuma. Numa sociedade tal como a que me foi dado viver e nas circunstâncias particulares da minha vida e com as características da minha personalidade, nenhuma função social me assentaria bem. Sendo um inadequado, a função menos má seria talvez ensinar (quem sabe faz, quem não sabe ensina). Mas como a carreira da professor não me ofereceu garantias mínimas de continuidade, tive de ficar com a advocacia. Tenho consciência das minhas capacidades (medianas) e das minhas limitações (sobretudo a timidez). Mas, dentro dessas condicionantes, procuro dar os passos certos para responder adequadamente às necessidades dos clientes e aos desafios de cada caso ou situação. Não me tenho saído muito mal, sobretudo porque sei evitar o erro comum de dar passos maiores do que a perna, ou seja, meter-me em trabalhos superiores em exigência às minhas forças.
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