Friday, June 18, 2010

 

A pena de morte


“O último fuzilado da América” - título do DN de hoje, 18.06.2010.

Um condenado à pena capital será executado desta forma.
É uma morte estúpida como outra qualquer mas interpela-nos sobre o sgnificado deste tipo de actos, praticado pelas autoridades em alguns estados.
Infligir a morte a alguém, em tempo de guerra pode até trazer recompensas e condecorações. Infligir a morte fora desse contexto, geralmente ocorre por destempero emocional, a quente, ou como dano colateral. Ou em virtude de perturbação mental, ocasional ou crónica.
A morte decidida a frio e executada a frio, é quse um exclusivo dos estados que aplicam a pena capital.
Aparentemente justificada como punição adequada a crimes graves, é em si mesma um acto repugnante, por exibir um desrespeito absoluto pelo valor da vida humana. Transforma os estados que a aplicam em assassinos frios. Os piores, onde nem o destempero das emoções nem a perturbação mental podem servir como atenuantes.
E faz dos cidadãos desses estados, seus representados, cúmplices de crimes sem perdão (por natureza, o homicídio não tem perdão possível. Só as vítimas podem perdoar e as vítimas de homicídios são as únicas privadas dessa possibilidade. O perdão antecipado não vale. Não se pode perdoar antecipadamente um mal cujo verdadeiro alcance se ignora, por nunca se ter sofrido antes).

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