Wednesday, June 16, 2010
Os Guaranis
Ando a ler “O rastro do Jaguar”, de Murilo Carvalho. Um romance interessante e envolvente passado no final do século 19 no sul do Brasil e países vizinhos, no território que antes foi dos índios guarani.
Na época da chegada dos europeus, no século 16, viviam na América do Sul cerca de mil tribos índias, com diferentes línguas e culturas, perfazendo cerca de cinco milhões de pessoas.
A ocupação, violenta como quase sempre o mais forte exerce sobre o mais fraco, levou à destruição dos modos de vida, das culturas e das populações desses mundos algo primitivos, mas que desde havia séculos ali viviam, fortemente enraizados na natureza e parte dela.
Hoje em dia restam cerca de meio milhão, (mal) acomodados , procurando uma sobrevivência que não passa de pobreza que se reproduz, sem brilho nem perspectiva.
Quando estive no Brasil (Pernambuco) a dada altura estivemos em praias afastadas da cidade, onde a natureza ainda mostrava uma face algo bravia e lembro-me de ficar observando aquelas águas e aquelas matas, pensando que aquele mundo era o que restava de um outro, semelhante, mas com índios vivendo suas vidas a seu modo. Mundo que os europeus usurparam e de onde foram expulsos e em muitos casos extintos.
Tive pena por eles, pela perda que sofreram perante quem, vindo de fora, de lá dos oceanos, destruiu o seu mundo ancestral.
Foram mais algumas páginas de sangue e sofrimento, num livro onde muitas outras idênticas já se escreveram. O livro quase interminável do sofrimento que a humanidade tem infligido à humanidade, civilização após civilização, era após era.
Uma história pavorosa e apavorante, que não permite augurar nada de bom para as futuras gerações. Um destino cruel marcou geneticamente a natureza humana, que tudo fará sempre para que se cumpra.
Na época da chegada dos europeus, no século 16, viviam na América do Sul cerca de mil tribos índias, com diferentes línguas e culturas, perfazendo cerca de cinco milhões de pessoas.
A ocupação, violenta como quase sempre o mais forte exerce sobre o mais fraco, levou à destruição dos modos de vida, das culturas e das populações desses mundos algo primitivos, mas que desde havia séculos ali viviam, fortemente enraizados na natureza e parte dela.
Hoje em dia restam cerca de meio milhão, (mal) acomodados , procurando uma sobrevivência que não passa de pobreza que se reproduz, sem brilho nem perspectiva.
Quando estive no Brasil (Pernambuco) a dada altura estivemos em praias afastadas da cidade, onde a natureza ainda mostrava uma face algo bravia e lembro-me de ficar observando aquelas águas e aquelas matas, pensando que aquele mundo era o que restava de um outro, semelhante, mas com índios vivendo suas vidas a seu modo. Mundo que os europeus usurparam e de onde foram expulsos e em muitos casos extintos.
Tive pena por eles, pela perda que sofreram perante quem, vindo de fora, de lá dos oceanos, destruiu o seu mundo ancestral.
Foram mais algumas páginas de sangue e sofrimento, num livro onde muitas outras idênticas já se escreveram. O livro quase interminável do sofrimento que a humanidade tem infligido à humanidade, civilização após civilização, era após era.
Uma história pavorosa e apavorante, que não permite augurar nada de bom para as futuras gerações. Um destino cruel marcou geneticamente a natureza humana, que tudo fará sempre para que se cumpra.
Labels: Argentina, Brasil, Carvalho, guarani, jaguar, Murilo, Paraguai, Uruguai