Tuesday, May 11, 2010

 

Os embustes da História

As religiões, sobretudo as chamadas grandes, catolicismo, islamismo, judaismo, são para mim, os grandes embustes da história. Convenceram profundamente milhões de pessoas de certas “verdades”, que não passam de propostas de verdades, levando-as a determinar muito do seu entendimento da vida e das suas decisões, à luz dessas supostas verdades. E ainda erigiram hierarquias, poderes e riquezas sobre esse imenso fundo de crença induzida. Eis a obra. Obra de enganos, cuidadosamente urdida, durante séculos por inúmeros servidores.
Posso até reconhecer-lhes aspectos positivos na domesticação dos espíritos, tornando-os dóceis e sociáveis, melhores, talvez.
Mas se o espírito se alimenta de tamanhos enganos nem por isso devemos chamar-lhes verdades sagradas.

A meu ver, de duas uma: ou tudo é sagrado ou nada é sagrado. Como nem tudo pode manifestamente ser sagrado, veja-se a imposição de sofrimentos incalculáveis e imerecidos a pessoas e animais, ao longo dos tempos e por toda a parte. Isso não pode ser sagrado. Então nada é sagrado, no plano da realidade conhecível. O que não quer dizer que não seja muitíssimo respeitável. Viver, sentir e pensar de forma ética, respeitando-se e respeitando os outros e as outras formas de vida e de sentir, tem um valor incalculável, pois reconhece valor onde ele efectivamente existe, nas criações da mais elevada complexidade, fragilidade e beleza compostas pela natureza a que pertencemos.

Além destes, foi a humanidade sujeita a outros embustes menores, não em razão da dimensão em si do embuste, mas da duração temporal (décadas em vez de séculos) e do número de pessoas endrominadas: as ideologias, mormente o comunismo e o nazismo, filhos do ateísmo, ideologias seguramente mais mortíferas do que todas as religiões juntas.

Procuro ter uma atitude verdadeiramente religiosa, de abertura, amor e respeito por tudo o que de maravilhoso existe (religação ao todo), enxotando para longe as religiões, que oferecem crenças, rituais e caminhos que atulham o espírito, impedindo o fluir da energia vital que nos enche e transborda a cada instante se estivermos disponíveis, vazios de crenças, portanto vazios de erros.

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