Tuesday, April 13, 2010
A última viagem
Este mundo que vim visitar é simultaneamente absolutamente belo e absolutamente infame.
A beleza está em permanente construção, exuberante por toda a parte, sendo uma superabundância criativa da natureza (incluindo a beleza das gentes).
A infâmia decorre desde logo de um olhar retrospectivo sobre a história da humanidade neste lugar. Povoada de infinitas guerras, matanças e crimes, acumularam um passivo de sofrimento, mormente de gentes inocentes, impossível de resgatar seja de que modo for.
Mesmo na actualidade, não passa um instante sem que incontáveis seres humanos e animais sejam sujeitos a sofrimentos atrozes e imerecidos.
Assim, se acaso me for um dia proposto que faça nova visita a este local exdrúxulo e contraditório, a minha resposta, que já fica dada, é não.
Nem toda a beleza do mundo pode apagar a vileza de massacrar uma única vítima inocente. Não pode ser lavado o sangue de infinitos inocentes.
Quase morri nos primeiros meses de vida. Pensei depois que Deus esteve indeciso sobre deixar-me viver ou não. Acho agora que quem esteve indeciso fui eu. Fiz bem em aceitar esta viagem. Porém, espero e desejo que seja a última. Deste lugar já sei o bastante para escolher não voltar.
A beleza está em permanente construção, exuberante por toda a parte, sendo uma superabundância criativa da natureza (incluindo a beleza das gentes).
A infâmia decorre desde logo de um olhar retrospectivo sobre a história da humanidade neste lugar. Povoada de infinitas guerras, matanças e crimes, acumularam um passivo de sofrimento, mormente de gentes inocentes, impossível de resgatar seja de que modo for.
Mesmo na actualidade, não passa um instante sem que incontáveis seres humanos e animais sejam sujeitos a sofrimentos atrozes e imerecidos.
Assim, se acaso me for um dia proposto que faça nova visita a este local exdrúxulo e contraditório, a minha resposta, que já fica dada, é não.
Nem toda a beleza do mundo pode apagar a vileza de massacrar uma única vítima inocente. Não pode ser lavado o sangue de infinitos inocentes.
Quase morri nos primeiros meses de vida. Pensei depois que Deus esteve indeciso sobre deixar-me viver ou não. Acho agora que quem esteve indeciso fui eu. Fiz bem em aceitar esta viagem. Porém, espero e desejo que seja a última. Deste lugar já sei o bastante para escolher não voltar.