Monday, March 29, 2010
As asas
“O problema com o homem moderno é que esquecemos a linguagem do silêncio, esquecemos o caminho do coração.
Esquecemos completamente que há uma vida que pode ser vivida por meio do coração.
Somos muitos presos à cabeça, e porque estamos demais na cabeça não fazemos qualquer sentido na expressão do amor.
Isso torna-se cada vez mais problemático”.
Osho, em "The Dhammapada The Way of the Buddha"
O gigantesco progresso científico e técnico dos últimos dois séculos, que entrou em aceleração nas décadas recentes, pôs inúmeras novidades à disposição de milhões de pessoas, alterando velhos hábitos para roupagens novas. Claro que o ser humano é essencialmente igual ao que sempre foi. Creio que isso jamais mudará para o bem e para o mal.
Recorro a uma velha metáfora que um dia li: o ser humano para voar acima da sua animalidade precisa de asas. Elas são a asa esquerda – o coração; e a asa direita, a razão.
A generalidade das pessoas não lhe passa pela cabeça voar acima da sua pequenez. Mas aquela minoria que orgulhosamente busca algo mais, treina desde cedo e para tanto é educada, na família e na escola e depois no mundo do trabalho, a mente – as capacidades de raciocínio, geralmente aliadas às tecnologias. Desenvolve , numa hipertrofia por vezes desproporcionada, a asa da razão. Mas quase sempre deixou morrer por atrofia, a asa do coração.
Sem esta, ensaia grotescos voos, acha-se acima dos demais, mas jamais saberá o que é voar. Para tanto é preciso desenvolver desde cedo ambas as asas e mantê-las em proporção. Se crescerem o suficiente poderão levar o ser humano a voar acima da sua pequenez, sim. Mas exemplos desses são bem raros.
Esquecemos completamente que há uma vida que pode ser vivida por meio do coração.
Somos muitos presos à cabeça, e porque estamos demais na cabeça não fazemos qualquer sentido na expressão do amor.
Isso torna-se cada vez mais problemático”.
Osho, em "The Dhammapada The Way of the Buddha"
O gigantesco progresso científico e técnico dos últimos dois séculos, que entrou em aceleração nas décadas recentes, pôs inúmeras novidades à disposição de milhões de pessoas, alterando velhos hábitos para roupagens novas. Claro que o ser humano é essencialmente igual ao que sempre foi. Creio que isso jamais mudará para o bem e para o mal.
Recorro a uma velha metáfora que um dia li: o ser humano para voar acima da sua animalidade precisa de asas. Elas são a asa esquerda – o coração; e a asa direita, a razão.
A generalidade das pessoas não lhe passa pela cabeça voar acima da sua pequenez. Mas aquela minoria que orgulhosamente busca algo mais, treina desde cedo e para tanto é educada, na família e na escola e depois no mundo do trabalho, a mente – as capacidades de raciocínio, geralmente aliadas às tecnologias. Desenvolve , numa hipertrofia por vezes desproporcionada, a asa da razão. Mas quase sempre deixou morrer por atrofia, a asa do coração.
Sem esta, ensaia grotescos voos, acha-se acima dos demais, mas jamais saberá o que é voar. Para tanto é preciso desenvolver desde cedo ambas as asas e mantê-las em proporção. Se crescerem o suficiente poderão levar o ser humano a voar acima da sua pequenez, sim. Mas exemplos desses são bem raros.
Labels: asas, coração, Osho, razão