Friday, January 29, 2010
Liberdade
A liberdade sempre foi uma aspiração humana. Também pudera, todas as sociedades humanas, por necessidade ou mesmo sem necessidade, trataram de educá-lo, podá-lo, desde muito cedo e por toda a sua vida.
Nas sociedades mais repressivas a falta de liberdade básicas (expressão, associação, movimentação, etc.) pode gerar um clima geral de privação quase dolorosa de algo vital.
Mas não nos iludamos, a repressão do indivíduo está e sempre esteve presente em todas as sociedades, desde as comunidades primitivas. É só uma questão de grau, digamos.
Tal como a maioria dos conceitos abstractos é difícil estabelecer uma definição consensual.
O meu conceito de liberdade, subdivide-se em liberdade exterior e liberdade interior.
A liberdade exterior, a que pode e deve existir na nossa interacção com os outros e com o mundo, significa um modo de estar em que há efectiva possibilidade de escolha, assumindo-se as consequências, que não podem ser desproporcionadas, sob pena de tolherem a liberdade. Está limitada naturalmente, desde logo, pela liberdade dos outros e pelo forte constrangimento das instituições.
A liberdade interior é o estado de espírito que me permite igualmente escolher agora, apesar das minhas escolhas anteriores. Posso escolher hoje o que antes regeitei e vice versa, sem a preocupação da coerência. Posso ser contradidório sem culpa (aliás, contradidória por excelência é também a natureza: desde sempre a criar e a destruir o que antes criou). Pensar hoje o oposto de ontem, se me aprouver, porque o hoje está sempre de mão dada com a vida e o ontem de mão dada com a morte. E eu sigo de mão dada com a vida (enquanto puder ser). Esta liberdade é tendencialmente ilimitada. Só eu a posso limitar, se quiser.
Nas sociedades mais repressivas a falta de liberdade básicas (expressão, associação, movimentação, etc.) pode gerar um clima geral de privação quase dolorosa de algo vital.
Mas não nos iludamos, a repressão do indivíduo está e sempre esteve presente em todas as sociedades, desde as comunidades primitivas. É só uma questão de grau, digamos.
Tal como a maioria dos conceitos abstractos é difícil estabelecer uma definição consensual.
O meu conceito de liberdade, subdivide-se em liberdade exterior e liberdade interior.
A liberdade exterior, a que pode e deve existir na nossa interacção com os outros e com o mundo, significa um modo de estar em que há efectiva possibilidade de escolha, assumindo-se as consequências, que não podem ser desproporcionadas, sob pena de tolherem a liberdade. Está limitada naturalmente, desde logo, pela liberdade dos outros e pelo forte constrangimento das instituições.
A liberdade interior é o estado de espírito que me permite igualmente escolher agora, apesar das minhas escolhas anteriores. Posso escolher hoje o que antes regeitei e vice versa, sem a preocupação da coerência. Posso ser contradidório sem culpa (aliás, contradidória por excelência é também a natureza: desde sempre a criar e a destruir o que antes criou). Pensar hoje o oposto de ontem, se me aprouver, porque o hoje está sempre de mão dada com a vida e o ontem de mão dada com a morte. E eu sigo de mão dada com a vida (enquanto puder ser). Esta liberdade é tendencialmente ilimitada. Só eu a posso limitar, se quiser.
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