Thursday, December 10, 2009
O terceiro canal
As relações interpessoais e a nossa relação interior com a opinião que que achamos que os outros têm a nosso respeito, ajudam a redefinir continuamente a textura e as fronteiras do nosso eu.
Nas relações com os outros, existem três canais preferenciais: o medo, o respeito e o afecto. Cada um de nós usa todos eles, em diferentes proporções e mudando a composição ao longo da vida.
Por mim, tenho vindo a deixar minguar por desuso, o canal do medo – detesto ser atemorizado (como fui durante a infância e juventude) e dispenso completamente ser temido.
Tenho privilegiado o canal do respeito. Habituei-me a respeitar os outros, sejam quem forem e como forem. E a contar ser respeitado. Julgo que tenho sido bastante bem sucedido nisto.
Tenho procurado usar o terceiro canal: o canal afectivo – dar e receber calor – nas minhas relações com os outros. Gostava de ser melhor sucedido nesta parte. Ainda posso aprender bastante.
Este é o canal mais importante para cada indivíduo e simultaneamente o menos valorizado socialmente. Aliás, é curiosa a inversão da ordem de valores. Por ordem decrescente:
Para o indivíduo: afecto, respeito, temor.
Para a sociedade: temor, respeito, afecto.
Os poderosos procuraram sempre mais ser temidos do que respeitados ou amados (mesmo que às vezes se iludissem julgando-se respeitados e até amados – até à primeira reviravolta política).
Não tenho nem nunca quis ter poder (impor a minha vontade a outrém, forçando-o a fazer o que não quer, apreciando ou não).
Não suporto bem que tenham poder sobre mim. Posso obedecer por fora, por economia de esforço, mas escarneço sempre de qualquer imposição exterior.
Nas relações com os outros, existem três canais preferenciais: o medo, o respeito e o afecto. Cada um de nós usa todos eles, em diferentes proporções e mudando a composição ao longo da vida.
Por mim, tenho vindo a deixar minguar por desuso, o canal do medo – detesto ser atemorizado (como fui durante a infância e juventude) e dispenso completamente ser temido.
Tenho privilegiado o canal do respeito. Habituei-me a respeitar os outros, sejam quem forem e como forem. E a contar ser respeitado. Julgo que tenho sido bastante bem sucedido nisto.
Tenho procurado usar o terceiro canal: o canal afectivo – dar e receber calor – nas minhas relações com os outros. Gostava de ser melhor sucedido nesta parte. Ainda posso aprender bastante.
Este é o canal mais importante para cada indivíduo e simultaneamente o menos valorizado socialmente. Aliás, é curiosa a inversão da ordem de valores. Por ordem decrescente:
Para o indivíduo: afecto, respeito, temor.
Para a sociedade: temor, respeito, afecto.
Os poderosos procuraram sempre mais ser temidos do que respeitados ou amados (mesmo que às vezes se iludissem julgando-se respeitados e até amados – até à primeira reviravolta política).
Não tenho nem nunca quis ter poder (impor a minha vontade a outrém, forçando-o a fazer o que não quer, apreciando ou não).
Não suporto bem que tenham poder sobre mim. Posso obedecer por fora, por economia de esforço, mas escarneço sempre de qualquer imposição exterior.
Labels: afecto, medo, respeito