Thursday, November 19, 2009
Razão e Coração: a sobrevalorização do intelecto.
O intelecto, ou a razão, desempenharam um papel determinante no sucesso da espécie humana na colonização da Terra.
Hoje, a inteligência, massa comum com que se molda todo o progresso científico e tecnológico, continua a ser altamente valorizada. Todos querem estudar e ir o mais longe que puderem nos estudos. Há quem coleccione mestrados e doutoramentos.
A quantidade de conhecimento humano que é paginada todos os anos é colossal. Só para arrumar teses de doutoramento já produzidas seriam precisos alguns hectares de armazéns.
Mas, nas ilhas do Pacífico ou em África, ou na América do Sul, povos vivem sem nada disso.
E, curiosamente, a vida para eles tem uma alegria, um significado e profundidade muito superior à que encontramos nos homens-robots dos países industrializados: estes carregam muito conhecimento inútil à sua felicidade e perderam o acesso às fontes simples do bem estar e harmonia com a natureza e com os outros. Perderam a noção da grandeza e beleza da vida.
Afastados do meio natural, os homens-robots das sociedades desenvolvidas vivem incertos, stressados, murchos, sem esperança no futuro (apesar de rodeados de confortos inimagináveis pelos povos simples ou pelos seus próprios antepassados) sem conseguir encontrar um sentido e um significado profundo para as suas vidas, permanentemente bombardeados por uma multiplicidade de estímulos que o mantém à tona da insignificância.
A inteligência, que nos ajudou a manipular a Natureza e a explorar as suas incríveis potencialidades, simultaneamente afastou-nos dela. E de nós mesmos, parte que dela somos.
Da mesma forma que as tecnologias, como alguém muito bem disse, aproximaram-nos do que está longe e afastaram-nos do que está perto.
Mas o ser humano vem equipado com outro motor além da razão: o coração. Capaz de amar e de se emocionar, este seu dom especial poderá ainda vir a desempenhar no futuro um papel importante, como desempenhou por certo na história, às escondidas. Que sábios e guerreiros não foram antes filhos amados por suas mães, frutos de amor, só depois fortes para influenciar o mundo?!
É o coração (todos temos um) que teima em continuar a dar sentido às nossas vidas, por entre a imparável turbulência da vida moderna.
Precisamos desses dois guias, razão e coração, para nos levar vida fora, numa viagem que valha a pena.
Hoje, a inteligência, massa comum com que se molda todo o progresso científico e tecnológico, continua a ser altamente valorizada. Todos querem estudar e ir o mais longe que puderem nos estudos. Há quem coleccione mestrados e doutoramentos.
A quantidade de conhecimento humano que é paginada todos os anos é colossal. Só para arrumar teses de doutoramento já produzidas seriam precisos alguns hectares de armazéns.
Mas, nas ilhas do Pacífico ou em África, ou na América do Sul, povos vivem sem nada disso.
E, curiosamente, a vida para eles tem uma alegria, um significado e profundidade muito superior à que encontramos nos homens-robots dos países industrializados: estes carregam muito conhecimento inútil à sua felicidade e perderam o acesso às fontes simples do bem estar e harmonia com a natureza e com os outros. Perderam a noção da grandeza e beleza da vida.
Afastados do meio natural, os homens-robots das sociedades desenvolvidas vivem incertos, stressados, murchos, sem esperança no futuro (apesar de rodeados de confortos inimagináveis pelos povos simples ou pelos seus próprios antepassados) sem conseguir encontrar um sentido e um significado profundo para as suas vidas, permanentemente bombardeados por uma multiplicidade de estímulos que o mantém à tona da insignificância.
A inteligência, que nos ajudou a manipular a Natureza e a explorar as suas incríveis potencialidades, simultaneamente afastou-nos dela. E de nós mesmos, parte que dela somos.
Da mesma forma que as tecnologias, como alguém muito bem disse, aproximaram-nos do que está longe e afastaram-nos do que está perto.
Mas o ser humano vem equipado com outro motor além da razão: o coração. Capaz de amar e de se emocionar, este seu dom especial poderá ainda vir a desempenhar no futuro um papel importante, como desempenhou por certo na história, às escondidas. Que sábios e guerreiros não foram antes filhos amados por suas mães, frutos de amor, só depois fortes para influenciar o mundo?!
É o coração (todos temos um) que teima em continuar a dar sentido às nossas vidas, por entre a imparável turbulência da vida moderna.
Precisamos desses dois guias, razão e coração, para nos levar vida fora, numa viagem que valha a pena.