Friday, February 27, 2009
De novo o dia
De novo o dia, o sol, a vida.
Após o apagamento do eu na noite do sono sem sonhos,
o eu ressurge intacto, para viver um novo dia, um dia que jamais existiu.
Morte e renascimento diários, eu e não-eu alternando milhares de vezes.
E no entanto nem assim conseguimos aprender ou aceitar que a morte é somente permanecer para sempre nesse lugar, tão familiar e tão inofensivo, que visitamos todas as noites - o não eu.
Após o apagamento do eu na noite do sono sem sonhos,
o eu ressurge intacto, para viver um novo dia, um dia que jamais existiu.
Morte e renascimento diários, eu e não-eu alternando milhares de vezes.
E no entanto nem assim conseguimos aprender ou aceitar que a morte é somente permanecer para sempre nesse lugar, tão familiar e tão inofensivo, que visitamos todas as noites - o não eu.
Labels: eu, morte, não-eu, vida
Comments:
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Eu também defendo que o sono é esse não-eu, a morte. Mas, caramba, é um não-eu cheio de imagens, de movimentação... nem sempre, mas muitas vezes. Esta noite adormeci no sofá, e a primeira parte do sono foi muito agitada, com muitos sonhos. Só quando fui para a cama adormeci profundamente e dormi mesmo dormir.
O meu nao-eu é mais como um eu-alternativo, porque sonho sempre (ou melhor lembro-me sempre de estar a sonhar). E tenho sonhos tao aventureiros que o meu nao-eu é tao rico como o meu eu. Ou mais. Acho que isto quer dizer que o meu sono nao é muito profundo...
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