Friday, November 10, 2006
Poema
A Sebastião Salgado
Aos Dinkas do Sudão
Olhai os primitivos actuais
Com os seus filhos
E os seus animais.
Não têm stress ou ansiedade
Não vêem televisão,
Ignoram a publicidade.
Olhai o cidadão desenvolvido
Rodeado de milhões de coisas,
Entre todas elas dividido.
E vereis, que coisa esquisita:
Quem nada tem, nada lhe falta;
Quem tudo tem, falta-lhe vida.
Aos Dinkas do Sudão
Olhai os primitivos actuais
Com os seus filhos
E os seus animais.
Não têm stress ou ansiedade
Não vêem televisão,
Ignoram a publicidade.
Olhai o cidadão desenvolvido
Rodeado de milhões de coisas,
Entre todas elas dividido.
E vereis, que coisa esquisita:
Quem nada tem, nada lhe falta;
Quem tudo tem, falta-lhe vida.